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PMPaulo Mota

Limites assumidos

A demonstração e o que muda num cliente real

Cada página técnica já diz onde o seu sistema pára. Espalhados por oito páginas, esses avisos parecem desculpas. Juntos, são uma decisão de desenho: a demonstração abre a qualquer pessoa, e isso obriga a desligar coisas que num negócio estão ligadas.

Modo demonstração pública

Um visitante tem de poder abrir tudo sem criar conta. Por isso as políticas de acesso estão abertas de propósito e não há sessão de utilizador. Tudo o que está nesta tabela é uma escolha, não um esquecimento, e o lado direito é o que fica orçamentado quando o sistema é de alguém.

Autenticação

Nesta demonstração
Não há. Qualquer visitante entra com um código de sala de quatro dígitos.
Num cliente real
Supabase Auth, com sessão por pessoa e entrada pelo telemóvel da equipa.

Isolamento de dados

Nesta demonstração
Por sala de demonstração. Cada visitante vê só a sua, e as salas são apagadas ao fim de seis horas.
Num cliente real
Por empresa, com RLS ligada à conta em vez do código na barra de endereço.

Papéis e permissões

Nesta demonstração
Não há papéis: quem abre a sala pode fazer tudo, incluindo o que só um gerente faria.
Num cliente real
Dono, gerente e equipa, com as operações sensíveis (anular, corrigir ponto, mudar preços) fechadas ao papel certo.

Pagamentos

Nesta demonstração
O take-away regista o método e marca como pago. Nenhum dinheiro se move.
Num cliente real
MB WAY, cartão ou terminal a sério, com devolução automática quando a casa recusa a encomenda.

Facturação certificada

Nesta demonstração
Não existe. Os totais são contas, não documentos fiscais.
Num cliente real
Integração com software de facturação certificado, que é onde a factura tem de nascer.

Avisos ao cliente

Nesta demonstração
O estado muda no ecrã. Ninguém recebe mensagem nenhuma.
Num cliente real
SMS ou WhatsApp quando a encomenda sai, e confirmação da reserva por mensagem.

Entregas

Nesta demonstração
Três zonas fixas, com taxa e mínimo por zona. A rota agrupa por zona, não por morada.
Num cliente real
Raio calculado por morada e rota ordenada com uma API de mapas.

Caixa registadora

Nesta demonstração
As vendas nascem dentro da casa, nos pedidos e no take-away.
Num cliente real
Ligação ao POS do cliente, para o food cost e o custo de pessoal correrem sobre vendas reais.

Relógio de ponto

Nesta demonstração
Os PINs estão à vista no ecrã, senão ninguém consegue experimentar o terminal.
Num cliente real
PIN guardado cifrado, tablet preso à parede e exportação para o processamento de salários.

Hardware

Nesta demonstração
Browser, em qualquer ecrã. O modo quiosque existe mas é uma página.
Num cliente real
Tablets na cozinha, ecrã de expedição e impressora de talões.

Ciclo de vida dos dados

Nesta demonstração
Tudo o que escreve é apagado seis horas depois. É uma demonstração, não um arquivo.
Num cliente real
Retenção definida com o cliente, cópias de segurança e histórico que não se apaga sozinho.

Monitorização

Nesta demonstração
Ambiente de demonstração. Se parar de noite, pára.
Num cliente real
Alertas, registo de erros e um plano para quando a base de dados não responde.

O que não muda

O modelo de dados, as regras dentro da base de dados e as contas feitas no servidor são os mesmos nos dois lados. Um preço continua a nascer no servidor, uma mesa continua a ser recusada por uma restrição do Postgres e um lote continua a sair pelo mais próximo da validade. É essa parte que demora a construir; o resto é integração.