Limites assumidos
A demonstração e o que muda num cliente real
Cada página técnica já diz onde o seu sistema pára. Espalhados por oito páginas, esses avisos parecem desculpas. Juntos, são uma decisão de desenho: a demonstração abre a qualquer pessoa, e isso obriga a desligar coisas que num negócio estão ligadas.
Um visitante tem de poder abrir tudo sem criar conta. Por isso as políticas de acesso estão abertas de propósito e não há sessão de utilizador. Tudo o que está nesta tabela é uma escolha, não um esquecimento, e o lado direito é o que fica orçamentado quando o sistema é de alguém.
Autenticação
- Nesta demonstração
- Não há. Qualquer visitante entra com um código de sala de quatro dígitos.
- Num cliente real
- Supabase Auth, com sessão por pessoa e entrada pelo telemóvel da equipa.
Isolamento de dados
- Nesta demonstração
- Por sala de demonstração. Cada visitante vê só a sua, e as salas são apagadas ao fim de seis horas.
- Num cliente real
- Por empresa, com RLS ligada à conta em vez do código na barra de endereço.
Papéis e permissões
- Nesta demonstração
- Não há papéis: quem abre a sala pode fazer tudo, incluindo o que só um gerente faria.
- Num cliente real
- Dono, gerente e equipa, com as operações sensíveis (anular, corrigir ponto, mudar preços) fechadas ao papel certo.
Pagamentos
- Nesta demonstração
- O take-away regista o método e marca como pago. Nenhum dinheiro se move.
- Num cliente real
- MB WAY, cartão ou terminal a sério, com devolução automática quando a casa recusa a encomenda.
Facturação certificada
- Nesta demonstração
- Não existe. Os totais são contas, não documentos fiscais.
- Num cliente real
- Integração com software de facturação certificado, que é onde a factura tem de nascer.
Avisos ao cliente
- Nesta demonstração
- O estado muda no ecrã. Ninguém recebe mensagem nenhuma.
- Num cliente real
- SMS ou WhatsApp quando a encomenda sai, e confirmação da reserva por mensagem.
Entregas
- Nesta demonstração
- Três zonas fixas, com taxa e mínimo por zona. A rota agrupa por zona, não por morada.
- Num cliente real
- Raio calculado por morada e rota ordenada com uma API de mapas.
Caixa registadora
- Nesta demonstração
- As vendas nascem dentro da casa, nos pedidos e no take-away.
- Num cliente real
- Ligação ao POS do cliente, para o food cost e o custo de pessoal correrem sobre vendas reais.
Relógio de ponto
- Nesta demonstração
- Os PINs estão à vista no ecrã, senão ninguém consegue experimentar o terminal.
- Num cliente real
- PIN guardado cifrado, tablet preso à parede e exportação para o processamento de salários.
Hardware
- Nesta demonstração
- Browser, em qualquer ecrã. O modo quiosque existe mas é uma página.
- Num cliente real
- Tablets na cozinha, ecrã de expedição e impressora de talões.
Ciclo de vida dos dados
- Nesta demonstração
- Tudo o que escreve é apagado seis horas depois. É uma demonstração, não um arquivo.
- Num cliente real
- Retenção definida com o cliente, cópias de segurança e histórico que não se apaga sozinho.
Monitorização
- Nesta demonstração
- Ambiente de demonstração. Se parar de noite, pára.
- Num cliente real
- Alertas, registo de erros e um plano para quando a base de dados não responde.
O que não muda
O modelo de dados, as regras dentro da base de dados e as contas feitas no servidor são os mesmos nos dois lados. Um preço continua a nascer no servidor, uma mesa continua a ser recusada por uma restrição do Postgres e um lote continua a sair pelo mais próximo da validade. É essa parte que demora a construir; o resto é integração.